OMS classifica vício em videogame como transtorno mental | ANEP
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OMS classifica vício em videogame como transtorno mental

Não é novidade que passar muito tempo no celular ou no tablet faz mal à saúde.

Além da insônia e até do aumento calórico, o uso de aparelhos tecnológicos é ainda mais impactante para a mente, muitas vezes associado a problemas como ansiedade e depressão. Mas dessa vez, não foram apenas os smartphones que entraram na lista de equipamentos prejudiciais à saúde. Na segunda-feira (18), a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou o vício em videogames como um transtorno mental.

De acordo com a agência especializada em saúde, a obsessão por videogames consta na nova versão da Classificação Internacional de Doenças (CID), lista padronizada da OMS de doenças e outras condições médicas utilizadas por diversos países do mundo. Apesar de já ter sido anunciada em janeiro, a medida só foi publicada nesta semana.

Quando é vício?
O CID lista o comportamento como desordenado se ele fizer parte de três condições: se a pessoa perde o controle sobre seus hábitos de jogo; se ela começar a priorizar o jogo em detrimento de muitos outros interesses da vida ou atividades diárias; se ela continuar jogando apesar de consequências negativas. Esse padrão deve ficar claro por um período de um ano antes que o diagnóstico seja feito, de acordo com a definição.

Definir comportamentos como jogos como condições de saúde mental ou viciante ainda é controverso. Alguns pesquisadores argumentam que o comportamento problemático do jogo é muitas vezes um sintoma de lutas de saúde mental, em vez de uma condição de saúde mental por si só.

Jogar está liberado
A definição da OMS não pretende implicar que qualquer tipo de jogo é viciante ou dizer que uma quantidade específica dele leva a um distúrbio.

Jogar videogame só se qualificaria como uma condição de saúde mental se o comportamento for grave o suficiente para resultar em “sofrimento acentuado ou prejuízo significativo no funcionamento pessoal, familiar, social, educacional ou ocupacional”, segundo a OMS.

Em outras palavras, tem que estar prejudicando as relações pessoais ou interferindo na escola ou no trabalho.

“Os distúrbios no jogo são incomuns, mas ainda são muito importantes”, disse Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias da OMS, em um vídeo no YouTube discutindo as mudanças. “O CID precisa acompanhar os distúrbios e doenças em evolução, e esse é um deles.”

Fonte: Vivabem/UOL



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